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Reciclagem de Papel

A reciclagem do papel é realizada pela formação de uma pasta com o papel a ser reciclado e água. Essa pasta é submetida a um processo de compactação e secagem.

Saber como reciclar papel é interessante quando levamos em consideração dois aspectos fundamentais: o valor do papel reciclado e a diminuição do uso da matéria-prima necessária para a sua produção, o que auxilia na preservação do meio ambiente.

Atualmente, a falta de local para depositar o lixo produzido pela população é um problema real de grande parte das cidades brasileiras. Boa parte do volume do lixo apresenta papel em sua composição. Por isso, conhecer a técnica para reciclar papel pode ser uma saída para:

Redução da incidência de desmatamento para a produção do papel;

Diminuição da poluição de solo;

Diminuição da poluição de lençóis freáticos;

Diminuição do valor comercial do papel;

Redução do volume de lixo descartado.

A maior parte do papel recolhido para a reciclagem é formada por sobras de papel que não apresentam nada impresso. Essas sobras de papel são denominadas de aparas, e a cor e a textura do papel reciclado dependem dos papéis recolhidos para realização do processo.

Tipos de papéis reciclados
De uma forma geral, existem os papéis que podem ser reciclados e os papéis que não podem ser reciclados:

Papéis recicláveis: papéis de jornais ou revistas, envelopes ou cartolinas, cadernos, papéis utilizados para impressões ou cópias em geral, listas telefônicas, caixas de papelão e embalagem longa vida;

Papéis não recicláveis: papéis utilizados para higiene, papéis metalizados (utilizados para embalagens de salgadinhos), papéis plastificados (como o utilizado em embalagem de sabão em pó), papel utilizado no cigarro etc.

BRANCO I Aparas, mantas e restos de bobinas de papéis brancos, sem impressão de espécie alguma, sem revestimento (“coating”). Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 0%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

BRANCO II Formulários contínuos de papel branco, usados, sem papel carbono entre folhas e sem revestimento carbonado. Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 2%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pós-consumo.

BRANCO III Aparas, mantas e restos de bobinas de papel imprensa e jornal, sem impressão de espécie alguma. Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 0%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

BRANCO IV Papéis brancos usados de escritório, manuscritos, impressos ou datilografados, cadernos usados sem capas, livros sem capa e impressos em preto. Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 5%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pós-consumo.

BRANCO V Aparas de papéis brancos, mantas e restos de bobinas, com percentagem mínima de impressão ou com revestimento (“coating”). Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 25%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

BRANCO VI Igual ao BRANCO IV, podendo porém conter papéis coloridos na massa. Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 5%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pós-consumo.

KRAFT I Aparas de papel kraft natural resultantes da fabricação de sacos multifolhados, sacos de papel kraft refugados por defeitos de fabricação ou não utilizados. Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 1%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

KRAFT II Sacos mutifolhados usados de papel tipo kraft, com fibras e cores diversas. Sem escolha ou seleção. Teor máximo de umidade: 15%. Teor máximo de impurezas: 5%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pós-consumo.

KRAFT III Sacos mutifolhados usados, de papel kraft natural, principalmente de cimento, misturados, sem batimento, escolha ou seleção. Teor máximo de umidade: 15%. Teor máximo de impurezas: 17%. Teor máximo de materiais proibitivos: 3%. Pós-consumo.

CARTÕES DE PASTA MECÂNICA (APARAS PARANÁ) Aparas de artefatos usados de cartão produzidos integralmente de pasta mecânica. Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 0%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

JORNAIS I Jornais usados em excelente estado. Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 1%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pós-consumo.

JORNAIS II Jornais limpos e encalhes de redação. Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 1%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

CARTOLINA I Aparas de papelcartão integral, material refugado e material não utilizado, com ou sem revestimento (“coating”). Sem impressão de qualquer espécie. Provenientes de cartões e cartolinas fabricados integralmente com celulose. Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 0%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

CARTOLINA II Aparas de papelcartão, material refugado e material não utilizado, com ou sem revestimento (“coating”). Com impressão ou em cores variadas. Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 3%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

CARTOLINA III Aparas de papel cartão, material refugado e material não utilizado, plastificadas, com ou sem impressão. Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 3%. Teor máximo de materiais proibitivos: 7%. Pré-consumo.

CARTOLINA IV Embalagens usadas de papel cartão, plastificadas ou não. Teor máximo de umidade: 15%. Teor máximo de impurezas: 3%. Teor máximo de materiais proibitivos: 7%. Pós-consumo.

ONDULADO I Aparas e refugos resultantes da fabricação de caixas e chapas de papelão ondulado de todos os tipos. Teor máximo de umidade: 15%. Teor máximo de impurezas: 3%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.

ONDULADO II Caixas e chapas usadas de papelão ondulado, fabricadas com capas de alta e média resistências. Teor máximo de umidade: 15%. Teor máximo de impurezas: 5%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pós-consumo.

ONDULADO III Caixas e chapas usadas de papelão ondulado, fabricadas com capas de baixa resistência, podendo conter até 20% de outros tipos de papéis que não sejam papelão ondulado. Teor máximo de umidade: 20%. Teor máximo de impurezas: 5%. Teor máximo de materiais proibitivos: 3%. Pós-consumo.

REVISTAS I Revistas velhas, impressas em papéis com ou sem revestimento (“coating”). Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 2%. Teor máximo de materiais proibitivos: 1%. Pós-consumo.

REVISTAS II Revistas encalhadas ou com defeitos de impressão, impressas em papéis com ou sem revestimento (“coating”). Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 2%. Teor máximo de materiais proibitivos: 1%. Pré-consumo.

MISTO I Papéis usados mistos, provenientes em sua maior parte de escritórios e gráficas; aparas coloridas; resíduos de papéis e cartões diversos, misturados. Teor máximo de umidade: 12%. Teor máximo de impurezas: 5%. Teor máximo de materiais proibitivos: 1%. Pós-consumo.

MISTO II Papéis usados mistos, provenientes de escritórios, lojas comerciais, casas residenciais. Teor máximo de umidade: 15%. Teor máximo de impurezas: 10%. Teor máximo de materiais proibitivos: 3%. Pós-consumo.

MISTO III Papéis usados mistos, de todas as procedências. Teor máximo de umidade: 20%. Teor máximo de impurezas: 15%. Teor máximo de materiais proibitivos: 5%. Pós-consumo.

TIPOGRAFIA Aparas e recortes coloridos provenientes de gráficas e tipografias. Teor máximo de umidade: 10%. Teor máximo de impurezas: 1%. Teor máximo de materiais proibitivos: 0%. Pré-consumo.